Junho 14, 2015

1º título do país em Mundial de tiro com arco

Marcus Vinicius D’Almeida foi grata surpresa para o esporte brasileiro neste ciclo olímpico. Fruto de um centro de treinamento do tiro com arco em Maricá, o carioca de 17 anos ganhou notoriedade no ano passado quando foi medalhista de prata nos Jogos Olímpicos da Juventude, em Nanquim (China), e na etapa de Lausanne (Suíça) da Copa do Mundo. Seus resultados criaram expectativas enormes de o Brasil medalhar na modalidade nos Jogos Olímpicos do Rio, em 2016. Este ano, no entanto, Marcus teve um início ruim. Mas a história começou a mudar, neste domingo, com a conquista da medalha de ouro no Mundial Júnior, em Yankton, nos Estados Unidos.

— Foi uma competição extraordinário. É a primeira medalha do Brasil em um Mundial. Aliás, são as duas primeiras medalhas — disse Marcus que junto com Jhonata dos Reis e Marcelo Costa conquistaram a medalha de bronze por equipes. — Foi nosso primeiro grande resultado por equipes. E isso foi muito bom. Pois comecei o ano muito mal nas etapas da Copa do Mundo.

O primeiro título Mundial do Brasil recebeu destaque no site da Federação Internacional de Tiro com Arco ontem. A entidade já havia premiado Marcus como a principal revelação e segundo melhor arqueiro do último ano. O brasileiro também foi capa da revista oficial da Federação, com direito a reportagem de oito páginas.

Início de temporada itinerante

O título e, consequentemente, as homenagens vieram em bom momento. Marcus não vinha encontrando seu bom desempenho neste ano. Os 57º e 113º lugares nas duas primeiras etapas da Copa do Mundo (respectivamente em Shangai, na China, e em Antália, na Turquia) foram muito aquém do que se esperava do carioca.

— A gente começou o ano de maneira ruim. Mas foram por aspectos externos à parte física e técnica. Agora, a gente realizou algumas mudanças. E o resultado já veio de imediato. As mudanças surtiram efeitos — analisou Evandro de Azevedo, treinador de Marcus.

Marcus teve um início de ano itinerante. A seleção brasileira se mudou de Campinas (SP) para um espaço na base da Força Aérea Brasileira no Campo dos Afonsos (RJ). A ideia era se instalar na nova casa em janeiro deste ano. Mas o local teve de passar por adaptações, e a seleção só se mudou definitivamente no início de abril. Durante esse tempo, Marcus ficou treinando em Maricá, onde mora sua família. De casa nova e com a mira afiada, Marcus mostrou o resultado dos treinos com desempenho excelente neste Mundial.

— Nessa competição, o Marcus começou bem e terminou bem. Ele não teve ascensão porque não houve queda — observou Evandro.

Excelente teste: vento e frio

Para Joyce Simões, supervisora técnica e chefe de delegação da seleção brasileira, o Mundial foi um excelente teste para Marcus.

— Nas classificatórias, ele ficou em primeiro lugar. Depois, a partir das oitavas de final, o Marcus atirou sob vento muito forte e um clima muito frio. Ou seja, além de sua capacidade técnica, ele teve que lidar com esses fatores. Para se ter uma ideia, a cada sessão de tiro ele precisava fazer um aquecimento para aliviar o frio — disse Joyce.

Para a comissão técnica, o fato de Marcus ter mantido o alto desempenho ignorando os fatores externos mostra sua evolução. Principalmente, na semifinal, quando derrotou Seungjun Lee, da Coreia do Sul, que é o país referência neste esporte. Na final, Marcus superou o holandês Jan Van Tongeren.

— Foi uma grande final. O vento estava bom, e foi um belo dia para atirar — comemorou Marcus comentando sobre a melhora na condição climática, ontem, na cidade americana.

O principal foco de Marcus está nos Jogos do Rio. Nesta temporada, no entanto, as competições mais importantes estão próximas: Pan-Americano de Toronto, em julho, e o Mundial da Dinamarca, no fim de julho.

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